IA genérica sabe tudo sobre o mundo. E nada sobre o seu.
Ela conhece marketing. Não conhece o seu cliente. Conhece proposta comercial. Não conhece o seu jeito de fechar. Conhece as melhores práticas. Não sabe quais delas você já testou e descartou.
Por isso o resultado é loteria. Segunda-feira sai bom, quinta sai genérico, e a diferença não é o modelo: é o que você lembrou de contar naquele dia.
O que muda isso tem nome: Documento de Contexto. Meia página dizendo quem você atende, como você decide, o que você nunca faria, e como soa um texto seu.
Mas aqui eu preciso te contrariar, se você já ouviu que isso "melhora tudo dramaticamente".
Não melhora tudo. Melhora o que já estava do lado certo da linha.
No experimento com 758 consultores, o grupo que recebeu treinamento em prompt teve o melhor resultado nas tarefas que a IA dava conta, e o pior de todos naquela que ela não dava. 60% de acerto, contra 70,6% de quem usou o modelo cru e 84,5% de quem não usou IA nenhuma. Experimento de 2023, com o modelo da época: cada caso é um caso.
Mais contexto sobre a tarefa errada não conserta a tarefa errada. Aprofunda.
Então a promessa honesta não é "dramaticamente melhor". É outra, e é melhor: previsível.
Com contexto, você para de recomeçar do zero toda segunda. O que saiu bom sai bom de novo. E você passa a saber, antes de pedir, se aquela tarefa é das que a IA resolve ou das que só você resolve.
Deixa de ser loteria. Vira fluxo.
E aí sobra tempo, não porque a IA ficou mais esperta, mas porque você parou de refazer.
IA com método, não como modinha.